Às vezes, colocar a carga na estrada é a tarefa mais hercúlea do mundo. Os caminhões somem, os horários não batem, os clientes se incomodam.

Existem 5 desafios que as grandes indústrias enfrentam para entregar suas cargas. Vamos falar deles e quais soluções podem ser adotadas.

Continue lendo e descubra como solucionar seus problemas com giro de estoque, agendamento de veículos e até manutenção de equipamentos! Segue a lista dos 5 desafios no escoamento de cargas das grandes indústrias:

 

#1 Dificuldade para agendar os veículos

 

Encontrar transportadores disponíveis na hora certa é extremamente difícil.

Caso você dependa de caminhoneiros autônomos, você precisa trocar ideia com o motorista para ver se está disponível. Não tá? Então tem que partir para o próximo caminhoneiro.

Essa busca por um caminhoneiro disponível pode ser muito cansativo e corroer tempo na sua jornada de trabalho.

Já com transportadoras terceirizadas, enquanto a disponibilidade de caminhões não é um problema, você fica atrelado a um contrato. Assim, os horários de carregamento ficam fixados e você não consegue pedir um caminhão na hora de uma demanda urgente.

Por fim a frota própria permite uma flexibilidade maior já que é uma estrutura dentro da empresa. Claro que há de se respeitar a jornada de trabalho de cada motorista e gestor, mas é possível realizar ajustes ou pagar horas extra para suprimir demandas urgentes e inesperadas.

Saiba mais em Frota própria ou terceirizada: vantagens e desvantagens

 

Agende horários de coleta e entrega com o software Fretefy

 

Fretefy é um software de gestão logística que permite designar horários para seus transportadores coletarem cargas.

A funcionalidade é para transportadoras e caminhoneiros autônomos.

Você determina as janelas e depois os transportadores acessam a plataforma e aceitam ou declinam as ofertas de carga.

 

Saiba mais no vídeo:

Se quiser saber como a Fretefy se encaixa nas suas operações logísticas, solicite um contato aqui.

 

#2 Falta de mão de obra em períodos sazonais

 

As pessoas consomem produtos de forma diferente no decorrer do ano. As estações do ano e festividades afetam o que as pessoas desejam comprar ou fazer.

Pense por exemplo no inverno. As pessoas querem estar bem agasalhadas, beber quentão, comer sopa e ficarem confortáveis.

Já no verão a história é outra. É clima de fim de ano, natal, praia, calor. As pessoas querem relaxar, refrescar e se divertir. Sorvete, protetor solar e água de coco são grandes pedidos.

Tanto inverno como verão, seus produtos precisam estar nas mãos de todos os clientes. O problema é justamente prever ou cumprir a demanda.

Períodos sazonais como o natal sofrem com falta de mão de obra. Pessoas viajam, passam tempo com família ou estão ocupadas para fechar metas de fim de ano. Assim, contratar pessoas fica difícil.

 

Como faz para conseguir mão de obra?

 

Estabeleça contratos de mão de obra temporária com alguns meses de antecedência.

Isso é válido para outros períodos de sazonalidade nas quais a empresa sofre para adquirir mão de obra.

Você pode ofertar suas vagas de emprego nos postos de emprego da prefeitura local ou governo estadual.

Saiba como no Portal Emprega Brasil

 

 

#3 Girar o estoque

 

Esse talvez seja um dos maiores desafios das empresas. Como vender produtos de forma constante para prevenir excesso de estoque?

O excesso de estoque acarreta em custos de armazenamento, além de que se demorarem muito para vender, algumas peças precisam ser ofertadas com desconto.

Antes de tudo, vale a pena você calcular o giro de estoque na sua empresa. Esse indicador mostra quantas vezes seu estoque renova num período de um mês, semestre ou até ano.

 

Como calcular o giro de estoque?

 

O cálculo é número de produtos vendidos/ média de estoque

Para realizar esse cálculo, você precisa descobrir primeiro a média de estoque com os seguintes passos:

  1. Determine um período. Pode ser mensal, bimestral, trimestral…
  2. Vamos supor que escolheu mensal
  3. Agora você precisa somar quantidade de produtos começo do mês com quantidade de produtos final do mês
  4. Agora divida por 2 esse valor
  5. Pronto! Você obteve a média de estoque

 

Confira um exemplo:

  • No começo do mês havia um estoque de 100 computadores. No final do mês havia 30 computadores
  • Usando a fórmula estoque inicial + estoque final/ 2, calcule 100 + 30/2 = ?
  • O resultado é 65. Logo, a média de estoque é de 65 computadores

 

Após obter a média de estoque, chegou a hora de calcular o giro de estoque!

 

O giro de estoque é calculado usando a fórmula que já mencionamos, número de produtos vendidos/ média de estoque.

Usando de novo o exemplo dos computadores. Se 90 computadores foram vendidos e a média de estoque foi 65 logo:

90/65= 1,3

Isso significa que o estoque foi renovado (girado) 1,3 vezes!

O ideal é sempre que o valor seja acima de 1. Caso seja menor, isso significa que o seu estoque não está renovando completamente e alguns produtos estão ficando para trás.

 

Dicas para aumentar o giro de estoque

 

Para girar seu estoque você tem que ser análitico e estratégico.

Análitico no sentido de se perguntar “por que esses produtos não venderam?” e identificar os motivos.

Estratégico no sentido de escoar os produtos excedentes sem grandes prejuízos a sua empresa.

 

Confira a seguir 5 dicas para aumentar o giro de estoque:

 

#1 Categorize seu estoque para fundamentar sua análise

Visite seu estoque e organize os produtos em categorias como preço, quantidade, espaço ocupado e data de validade. O importante é definir categorias que sejam de maior importância para sua empresa.

No caso de uma empresa de laticínios, a data de validade é uma categoria principal.

Já para uma empresa de equipamentos, preço ou espaço ocupado são cruciais.

Após categorizar todos os produtos do seu estoque, você poderá definir a ordem de escoamento dos produtos.

No caso da data de validade, você poderá dividir o estoque em bolsões com intervalos (vence em 10 dias, 20 dias, 30 dias…) para fazer um escoamento segmentado e eficiente.

 

#2 Faça um desconto nos produtos excedentes

Os descontos sempre são um atrativo para clientes. Faça uma campanha e oferte o estoque excedente com desconto. Isso pode ser feito por redes sociais ou email marketing.

Datas comemorativas sempre são boas para escoar produtos.

Se planeje para as datas mais pertinentes ao seu ramo e faça descontos exclusivos. Black Friday, Dia das Mães, Natal… Nessas datas você pode ofertar com um preço menor os produtos encalhados na fábrica – por serem festividades a chance de compra é mais alta.

Outra opção é oferecer combos. O famoso “na compra de X ganhe desconto em Y”. Caso o desconto seja vantajoso é uma ótima forma de ofertar um produto que esteja difícil de vender.

Só não confunda o “combo” com “venda casada”, que é uma prática ilegal. Na venda casada a pessoa precisa comprar Y para ter acesso a X – isso é proibido por lei.

 

#3 Adote o sistema just-in-time

O just-in-time é um método desenvolvido pela Toyota nos anos 40 para alinhar fabricação com demanda dos consumidores.

A ideia é reduzir ao máximo o estoque para que produtos sejam criados “a tempo” da demanda do cliente.

Adotar o sistema just-in-time aumenta o giro de estoque justamente por não haver um estoque – ou mantê-lo pequeno. Assim, é raro que produtos fiquem excedentes pois no just-in-time eles são fabricados sob demanda.

Saiba mais no artigo Entenda tudo sobre Kanban para a logística

 

#4 Estimule sua equipe

Qualquer iniciativa feita para estimular sua equipe é infinitamente menor que o dinheiro “perdido” vendendo produtos com desconto.

Vale lembrar que estimular é diferente de pressionar. Muitas empresas na hora do aperto acabam sufocando seus funcionários para baterem metas – isso causa estresse, ansiedade ou até depressão.

“Estimular” significa criar bonficações para metas possíveis de serem realizadas e de preferência com um prazo razoável para serem batidas.

Assim, fica mais fácil para sua equipe vender seus produtos e evitar de início que fiquem excedentes.

 

#5 Ofereça os produtos como brinde

Embora essa tática não dê nenhum retorno financeiro, a garantia de escoamento dos produtos excedentes é de praticamente 100%. Afinal, pessoas raramente recusam brindes.

Por isso, essa estratégia deve ser colocada em ação por último, mas é ótimo para eliminar rapidamente custos de estocagem que produtos não vendidos causam.

 

#4 Manter em bom estado os equipamentos de carregamento

 

Além dos caminhões e da estocagem, os seus equipamentos de carregamento precisam estar funcionando a pleno vapor todo dia.

O desafio é manter isso uma constante. Muitas empresas pecam na manutenção e perdem dias ou até semanas de produtividade pois algum guindaste está quebrado.

Para evitar que isso aconteça, é importante contratar um serviço de manutenção que faça inspeção rotineira nas suas talhas, guindastes, pontes rolantes ou pórticos.

Muitas empresas que fornecem equipamentos de carregamento incluem também o serviço de manutenção. O importante é prestar atenção no contrato e ver como será realizado o processo.

 

#5 Preparação da infraestrutura para a operação logística

 

A operação logística depende de uma infraestrutura multifacetada para que aconteça com sucesso.

São diversas peças nas “engrenagens” da logística e cabe ao gestor logístico um olhar atento para identificar, monitorar e aperfeiçoar todas.

Uma delas é a infraestrutura física de galpões, fábricas, centros de distribuição e fornecedores e como integrá-los. O gestor deve escolher com cuidado os fornecedores e alinhar o fornecimento com o ritmo de produção e demanda dos clientes.

É preciso preparar para emergências também. No caso da logística isso significa tendo um estoque de reserva para eventuais picos de demanda, assim como analisar o mercado e evitar uma superprodução caso a demanda caia.

Monitorar os custos da sua operação também é crucial para evitar rombos que podem te assustar. Avalie mês por mês seus custos e caso identifique um aumento, faça uma investigação para descobrir a causa.

A manutenção de frota deve sempre ser realizada para evitar que um caminhão quebre e te deixe na mão.

Sai mais barato realizar a manutenção preventiva de caminhões do que consertá-los emergencialmente após um grande estrago.

 

 

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