Gestão Logística

5 formas de ganhar dinheiro na logística desonestamente

Falta de ética na logística, mais frequente do que se imagina

O setor de logística é abrangente, diversificado, populoso e muito rentável. Isso é ótimo, pois apresenta inúmeras oportunidades. Ao mesmo tempo, é ruim, pois também é atrativo para oportunistas, desde cargos executivos até a alta gerência. Eles se aproveitam de todas as brechas para aumentar seus ganhos, seja de dinheiro, seja de influência.

O cenário fica ainda mais caótico quando é analisado de forma ampla. O setor sofre a influência direta da política e da economia, podendo ser monopolizado por um pequeno grupo de empresas gigantescas, tornando a competição bastante desleal.

1 Atravessadores

Muito ‘popular’ entre os motoristas autônomos, os atravessadores, também conhecidos como agenciadores de cargas atuam como intermediários entre quem precisa de carregador e quem quer carregar. Eles têm contato com transportadoras e embarcadores, assim ficam sabendo de cargas. Com essa informação, vão a postos de gasolina em busca de caminhoneiros.

Obviamente que essa troca de informações não sai de graça. O agenciador cobra uma porcentagem bem gorda em cima do valor do frete que está intermediando, muitas vezes, para ambos os envolvidos. De forma desleal, mente sobre os reais valores para conseguir levar vantagem. O motorista autônomo se vê refém dessa situação, já que, até então, não tem outro meio de conseguir cargas. E a transportadora ou embarcador também acaba pagando para essa pessoa que atua como facilitador.

O agenciador pode ir mais além e cobrar até por outros tipos de informações, como prestar ‘consultoria’ para algumas empresas sobre a movimentação da região, fazer indicações e compartilhar quais são as rotinas.

2 Propina

Em várias etapas da cadeia logística, existem muitas chances de algumas partes mais fortes tirarem proveito da mais fraca e agirem de má fé em suas funções.

Contratação

A primeira etapa afetada é a da contratação. O operador logístico de uma indústria, por exemplo, administra altos valores destinados a transportadoras e autônomos. No entanto, nem sempre ganham muito para tal função, que é bastante desafiadora e estressante. Num mercado competitivo, é muito vantajoso para as transportadoras serem contratadas, dependendo do embarcador. Assim, estas oferecem uma fatia do valor do serviço para esse profissional para que sejam priorizadas entre as outras disponíveis. É bastante comum que esses profissionais sofram assédio moral e pressão, sendo forçados a agir de forma desonesta.

Coleta

A segunda etapa é na coleta da carga na indústria. O caminhoneiro da transportadora ou o autônomo entra na fila para as docas e fica ali esperando sua vez de carregar. Enquanto isso, ele está refém da situação, pois já fez um acordo com o embarcador e, talvez, já tenha até recebido algum adiantamento, então não pode abandonar a fila. Para autônomos, ficar parado significa perder dinheiro. Para motoristas frotistas, não há tanto problema, já que continuam ganhando da mesma forma, mas é tedioso. Nessa demora, ‘profissionais’ picaretas oferecem aos motoristas a opção de ‘furar’ a fila em troca de um ‘café’.

Dependendo da região, o ‘café’ pode ser uma ‘cervejinha’, ‘pedágio’, ‘prêmio’, ‘gorjeta’. Tanto faz qual é o nome dado, todos eles se referem à propina. O motorista, então, é convidado a pagar uma parte de seu frete para o operador logístico para que agilize sua entrada.

Entrega

A terceira etapa é uma repetição da segunda situação. Exatamente a mesma coisa acontece na hora do descarregamento, ou seja, na entrega da mercadoria carregada na indústria quando chega a seu destino final.

Da mesma forma da coleta, outro operador aplica a mesma prática ao motorista quando este aguarda sua vez para descarregar.

3 Golpes

Não é de hoje que ouvimos histórias de emboscadas em rodovias, assalto a mão armada, roubo de cargas, furto de caminhão, sequestro relâmpago, roubo de carta frete, roubo de equipamento, não é mesmo? E elas continuam acontecendo. Com a internet, a comunicação entre as pessoas se tornou muito mais ágil e, ao mesmo tempo, menos confiável. É possível conversar com algúem sem nunca tê-lo visto e fechar negócios assim. Na hora de carregar o caminhão, de fazer a entrega ou seguir por uma rota determinada, o golpe acontece.

Mas quem dá o golpe? E por que se cai tanto neles? Interessa a algumas empresas prejudicar seus concorrentes, sim. Mas a maioria dessas ocorrências é devido ao vazamento de informações sigilosas que chegam até pessoas oportunistas. Esses indivíduos podem ocupar qualquer cargo em qualquer empresa do ramo: embarcadoras, transportadoras, gerenciadoras de risco, seguradoras e atravessadores de todo tipo.

O acesso a detalhes das cargas transportadas, ainda mais quando o carregamento tem muito valor, atrai a atenção e o interesse de como se beneficiar sobre ela.

4 Frete retorno ou fora da ANTT

Outra prática comum no ramo de logística é em relação ao frete. A ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, é responsável por regulamentar qual é o piso, ou valor mínimo para cada situação. No entanto, na prática, a tabela quase nunca é respeitada.

O operador logístico paga o frete de ida no valor integral e o frete de retorno pela metade, já no ato da contratação do motorista. Este, com o objetivo de garantir o serviço, aceita, apesar de ganhar menos e de ser incorreto. Isso ocorre tanto nas indústrias quanto em transportadoras.

Ao mesmo tempo vítima, o motorista também é, de certa forma, corresponsável por contribuir com esse esquema. Primeiro por aceitá-lo, segundo por tentar compensar o valor do frete retorno, buscando algum outro frete que acaba saindo abaixo do piso mínimo.

No fim das contas, na tentativa de complementar sua renda, o motorista sempre é o maior prejudicado. Enquanto isso, seus contratantes vão enchendo cada vez mais seus bolsos de dinheiro sujo.

5 Calote

Não é incomum haver calote nas operações logísticas. O operador promete um pagamento, o motorista carrega e, na hora de descarregar, lhe é prometido que o frete será pago depois. Mais um calote acabou de acontecer.

O motorista fica refém, mais uma vez, da carga que carrega. Quando é o responsável por ela, precisa concluir o serviço e entregá-la corretamente para que não tenha problemas futuros. O operador, sabendo disso, aproveita-se da situação e embolsa o valor do frete que seria destinado àquele motorista que tem medo de assumir o prejuízo da carga.

É possível evitar tudo isso com tecnologia, limitando a influência humana sobre os processos

Quando há o fator humano envolvido na maior parte dos processos, eles se tornam passíveis de corrupção. Não que toda pessoa seja desonesta, mas dá abertura para essa possibilidade.

A Fretefy é a ferramenta indispensável que soluciona todos esses desvios na logística. Compliance, transparência e segurança, desde o oferecimento da carga a motoristas e transportadoras até a entrega. Com a plataforma integrada ao aplicativo, o embarcador e a transportadora têm que cumprir aquilo que foi acordado entre eles e o caminhoreiro. O valor do frete, a rota, o agendamento de coleta e o de entrega, localização em tempo real do motorista, fotos dos comprovantes de retirada e finalização, além de relato de eventuais ocorrências na estrada.

Com a ação da tecnologia, tudo se torna um registro e, por tanto, um histórico com informações rastreáveis. Elas podem ser consultadas a qualquer momento e de acordo com a necessidade. Assim, atitudes antiéticas tendem a diminuir até sumirem completamente. Com isso, o setor só tem a ganhar, já que equilibra os ganhos dos motoristas, retira os ‘privilégios’ de alguns, tornando o mercado mais justo.