Gestão de Frota

Gestão de Frotas: o guia completo

Saiba o que é gestão de frotas e como realizá-la de maneira assertiva na sua empresa! A gestão de frotas é um dos elementos mais importantes dentro da cadeia logística de uma empresa de transporte de cargas. Para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto e realizar o gerenciamento das cargas de maneira mais assertiva, confira o guia completo com todos as características deste ramo.

O que é Gestão de Frotas?

Para entender o que é “gestão de frota” comece separando esse conceito em duas palavras:

  1. Gestão: ato de gerir, administrar ou dirigir negócios públicos ou particulares
  2. Frota: conjunto de modais de transporte, que podem ser carros, caminhões, motos, vans, trens, navios, aviões, helicópteros…

Analisando palavra por palavra fica mais fácil entender o que é “gestão de frota”: administrar um conjunto de veículos. No caso aqui, vamos focar nos caminhões. Gerenciar uma frota requer uma série de fatores, como uma equipe especializada, metodologias de gestão logística e ferramentas como softwares que agilizem a análise de dados e o monitoramento. Essa frota pode ser própria ou terceirizada, com cada modal tendo seus prós e contras.

Como fazer a Gestão de Frotas?

Existem 7 formas cruciais que você deve seguir para realizar uma gestão de frota eficiente e lucrativa:

#1 Analise minuciosamente sua cadeia de suprimentos

A cadeia de suprimentos é um sistema mais complexo que a maioria das pessoas imaginam. Quando você toma um café ao acordar, você pensa em cada etapa necessária para aquilo chegar na sua casa? De forma bem simples, o café passa por essas etapas na cadeia de suprimentos:

  1. Colheita dos grãos
  2. Transporte para local de processamento
  3. Lavagem, separação e despolpamento dos grãos de café
  4. Transporte para a fábrica de café
  5. Secagem, torra e moagem dos grãos
  6. Classificação dos grãos
  7. Acondicionamento do café em embalagem
  8. Transporte das cargas de café por caminhão
  9. Distribuição do café no setor do varejo

Só nesse exemplo foram nove etapas! Será que atrasos em qualquer uma dessas etapas não está comprometendo o seu negócio? A maioria das empresas delega para terceiros a cadeia de suprimentos, mas é essencial monitorar o que acontece de ponta a ponta. Muitas vezes, você pode estar perdendo lucros por erros de fornecimento ou de distribuição do seu produto.

#2 Faça manutenção preventiva com a ajuda de softwares

Existem diversos softwares de logística especializados em prevenir acidentes com a sua frota. Um exemplo são os serviços de monitoramento do pneu, que visam antecipar trocas e recapagens para que os veículos rodem com desempenho máximo. Softwares são importantes para que seus gestores logísticos antecipem manutenções em vez de “correrem atrás do prejuízo” quando os veículos estiverem debilitados demais.

Além da manutenção dos caminhões em si, existem softwares que permitem você antecipar decisões como as plataformas de gestão logístico. Uma delas é o Fretefy, que avisa quando acontece uma ocorrência na estrada para que você tome uma decisão adequada antes que seja tarde.

#3 Qualifique seus colaboradores com técnicas de Logística Empresarial

Nada substitui a experiência no setor de logística, mas vale ressaltar que é um ambiente que muda a cada dia graças às novas tecnologias. Atualizar seu gerenciamento de frota para a era digital é crucial para que você continue competitivo. Mas, além da ferramenta é necessário treinar sua equipe. Existem diversas formas de fazer isso, desde os tradicionais como os cursos de ensino superior (graduação, especialização, MBA) até aulas online como os webinars.

A qualificação da sua equipe é importante, pois garantem que tirem o maior proveito das ferramentas na qual a empresa investe. Assim, sua lucratividade aumenta e os erros operacionais diminuem.

#4 Planeje as melhores rotas

A rota traçada para a entrega da carga é um dos fatores principais no que concerne agilidade do frete. Uma boa rota evita contratempos, como acidentes na estrada devido à falta de infraestrutura - obviamente, estradas esburacadas ou de terra vão desacelerar sua frota! Assim, vale a pena fazer uma pesquisa para verificar a melhor rota até o destino e evitar atrasos desagradáveis. Isso pode ser feito online com o uso de websites como o Google Maps, mas o ideal é usar um roteirizador com inteligência artificial para criar rotas automaticamente.As rotas planejadas também facilitam o monitoramento da frota, pois você sabe exatamente por onde o caminhão vai circular. Além disso, você pode determinar as paradas para descanso com o motorista e indicar postos com convênio para abastecimento.

Frotas de Caminhões: Tipos de Caminhão para o seu negócio

Com tantos tipos de caminhão disponível no mercado, fica difícil saber qual escolher para carregar suas mercadorias.Uma dica é prestar atenção na capacidade de carga do caminhão X demanda de entregas da sua empresa. Ou seja, se você faz entregas pequenas só uma vez por semana, vale a pena economizar com um caminhão pequeno, como o VUC. Já se você transporta grandes quantidades de minério de ferro, um carreteiro da pesada vai satisfazer suas demandas - imagina só um rodotrem!

Conheça abaixo os tipos de caminhão:

VUC: Veículo Urbano de Carga e Caminhão 3/4

A principal vantagem do VUC é que ele “escapa” das restrições de trânsito presente nas grandes cidades do Brasil. Em São Paulo, por exemplo, o VUC consegue circular sem restrições de horário dentro da Zona de Máxima Restrição de Circulação (ZMRC), que proíbe caminhões pesados entre às 5h e 21h nos dias úteis e das 10h às 14h nos sábados.

As dimensões do VUC mudam de acordo com cada município do Brasil. O motivo é que cada cidade estabelece a legislação para o tamanho desse caminhão e assim um VUC de São Paulo não pode circular em Recife (PE). A capacidade de carga é igual em todo o Brasil: 3 toneladas.

Já o caminhão ¾ pode carregar uma tonelada a mais que o VUC, totalizando uma capacidade de carga de 4 toneladas. Embora não tenha dimensões fixas, tende a ser mais comprido que o VUC.

Caminhão semipesado (toco)

Um dos modelos de caminhão mais populares do Brasil, o semipesado é compatível com diversos tipos de carroceria para atender diversas demandas: baú, slider, frigorífico, tanque. A capacidade de carga de até 6 toneladas é o ideal para a maioria das indústrias nacionais. Esse é o motivo do caminhão mais vendido do ano passado ser o semipesado Constellation da Volkswagen. O caminhão semipesado (toco) possui dois eixos e tem 14 metros de comprimento.

Caminhão pesado (truck)

Este tipo de caminhão é conhecido como 6x2, pois tem 6 rodas e 2 eixos tracionados. Existe um terceiro eixo, mas não é motorizado e existe para dar estabilidade para até 14 toneladas de carga! As vantagens do truck são a compatibilidade com carrocerias maiores para entregas de carga pesada.

Carreta

Ao contrário dos outros tipos de caminhão, a carreta tem capacidade de carga variável de acordo com o semi-reboque utilizado. Confira abaixo os tipos de carreta:

Cavalo Mecânico

Uma cabine de eixo simples, que pode ser de dois eixos ou de três eixos. A classificação é dada conforme o número de eixos no semi-reboque acoplado.

Cavalo Mecânico Trucado (LS)

Uma cabine de eixo duplo, o que permite carregar mais carga. Pode ser de quatro tipos, dependendo da “combinação” de semi-reboques escolhida:

  • Carreta Cavalo Trucado: Cavalo mecânico trucado + semi-reboque com 3 eixos
  • Bitrem (treminhão): Cavalo mecânico trucado + dois semi-reboques unidos com 7 eixos
  • Rodotrem: Cavalo mecânico trucado + dois semi-reboques unidos com 9 eixos
  • Tritrem: Cavalo mecânico trucado + três semi-reboques unidos com 9 eixos

Devido a grande quantidade de tipos de carreta, as dimensões e capacidades de carga variam drasticamente. Um cavalo mecânico simples com carreta dois eixos pode ter até 18,5 m de comprimento e carregar até 33 toneladas. Já um rodotrem tem até 30 metros de comprimento e carrega até 74 toneladas!

Saiba mais detalhes no artigo completo Frota de Caminhões: tipos de caminhão para o seu negócio

Frota própria ou terceirizada?

Escolher qual tipo de frota para entregar suas mercadorias é um dilema enorme para as empresas. Não existe uma solução clara e empresas precisam avaliar minuciosamente os prós e contras antes de tomar uma decisão.

Frota própria: vantagens e desvantagens

Vantagens da frota própria

  • Controle completo: na frota própria você pode acompanhar de perto todos os processos logísticos já que a frota faz parte da sua organização. Assim, fica mais fácil identificar gargalos e solucioná-los rapidamente
  • Flexibilidade nas entregas: com uma frota própria você pode fazer suas entregas sob demanda e até em horários fora do expediente caso necessário. Já com uma frota terceirizada, você só pode fazer a quantidade de entregas estabelecida em contrato
  • Publicidade gratuita: você pode personalizar os baús da sua frota própria com a logo da sua empresa. Assim você tem uma publicidade gratuita circulando pelas estradas e cidades do Brasil

Desvantagens da frota própria

  • Custos com encargos trabalhistas: Quando você possui uma frota própria, você precisa contratar uma equipe inteira só para operacionalizar isso. São necessários gerentes, supervisores e motoristas, que assim como qualquer colaborador devem ser pagos todo mês e receber benefícios
  • Gasto de tempo: A logística não é a principal atividade da sua empresa. A missão da sua empresa é criar mercadorias ou prestar serviços de qualidade para seus clientes. Mas, quando você tem uma frota própria você acaba concentrando tempo e dinheiro em uma atividade que não é a sua especialidade
  • Flexibilidade menor para implementar melhorias: a logística é um setor altamente sujeito às inovações tecnológicas. O problema com uma frota própria é que ela não é a prioridade da sua empresa e pode acabar ficando defasada já que a adoção de novas tecnologias depende de “burocracias corporativas” como aprovação do setor financeiro ou do CEO
  • Custos com manutenção, diesel e pedágio: em uma frota própria todos os gastos com obtenção de veículos, manutenção, pedágio, combustível e pneus são todas da empresa. Isso significa que os gastos podem variar caso haja oscilação no preço do combustível ou ainda pode acontecer um acidente que pesa drasticamente no bolso caso não tenha seguro

Frota terceirizada: vantagens e desvantagens

Vantagens da frota terceirizada

  • Preço fixo sob contrato: com uma frota terceirizada não tem surpresas na hora de pagar a conta: o preço é determinado sob contrato e qualquer imprevisto como roubo de carga ou acidente é de sua responsabilidade
  • Tempo e recursos para investir em melhorias dos seus produtos: quando você terceiriza sua frota você economiza tempo, dinheiro e recursos humanos. Gerir uma frota com eficiência requer expertise, ferramentas e tempo para garantir entregas de qualidade. Contrate uma frota terceirizada de qualidade e invista em vez nos seus produtos e serviços
  • Serviço otimizado com inovações recentes: uma transportadora tem como objetivo realizar as entregas com o máximo de eficiência e qualidade possível. Embora a maioria das empresas de logística ainda operam com softwares defasados, as mais competitivas investem constantemente em novas tecnologias. Fechar contrato com uma transportadora que atualiza constantemente suas tecnologias garante entregas mais confiáveis e rápidas
  • Entregas na hora com autônomos em plataformas inteligentes: se você optar por uma plataforma online que disponibilize caminhoneiros autônomos, basta anunciar sua carga e o serviço já encontra um motorista compatível para fazer a entrega. Esse é o método mais fácil de adquirir uma “frota terceirizada”, pois basta adquirir a plataforma que você acessa transportadores em todo o Brasil para suas cargas. Conheça o Fretefy e saiba como funciona!

Desvantagens da frota terceirizada

  • Limite de cargas: ao fechar contrato com uma transportadora, você já estabelece de antemão a quantidade de cargas que vai transportar. Isso é feito para proteger o modelo de negócio da transportadora, pois afinal ela precisa atender diversos clientes para lucrar. Assim, você não consegue fazer entregas “on demand” caso alguma demanda urgente apareça. Mas vale lembrar que uma plataforma inteligente que oferta caminhões terceiros sob medida soluciona esse problema
  • Falta de comunicação: caso precise saber imediatamente a situação da sua carga, com uma frota terceirizada isso geralmente não é possível. Já que a maioria não utiliza softwares de gerenciamento, você depende do gestor da transportadora para fazer a ponte com o motorista
  • Caminhões não personalizados: em uma frota terceirizada não é possível personalizar o baú com a logo da sua empresa. Isso significa que você perde uma oportunidade de criar consciência de marca, o que pode ser importante para empresas de varejo, e-commerce ou até o setor alimentício
  • Problemas comuns de monitoramento da carga: 43% das transportadoras não usam software de logística, o que significa nada de monitoramento da carga. Isso gera insegurança, pois é impossível você acompanhar a entrega por conta própria - você precisa apelar para o transportador pelo telefone e esperar ele dar um retorno, o que pode demorar. Com o Fretefy você pode integrar seu rastreador e ainda localizar a carga pelo GPS no celular do motorista.

Aprenda mais sobre a terceirização e os prós e contras em Frota própria ou terceirizada: vantagens e desvantagens

Como contratar caminhoneiros autônomos?

Há anos, transportadores e embarcadores têm os seus “métodos” e “contatos” para contratar caminhoneiros autônomos: planilhas, telefonemas, parcerias… O problema é que a maioria não segue um fluxo consistente para encontrar motoristas, o que resulta em uma taxa de entregas variável. Às vezes você tem sorte e encontra um motorista autônomo disponível em meia hora. Outras vezes você fica o dia inteiro estressado correndo atrás do motorista para uma carga. Confira abaixo 6 formas de contratar caminhoneiros autônomos - algumas são mais eficientes que outras

#1 Grupos de WhatsApp

Para contratar caminhoneiros autônomos, muitos operadores logísticos e gestores de frotas utilizam grupos de WhatsApp. É comum que os profissionais estejam presentes em dezenas de grupos. Se você não participa de nenhum, pode solicitar aos seus parceiros (transportadoras ou caminhoneiros) que te adicionem aos que combinam com seus tipos de cargas.Assim que você tiver uma carga disponível, você já pode postar em diversos grupos simultaneamente e só esperar um caminhoneiro mostrar interesse. Quando um motorista topar o frete, você pode negociar com mais detalhes em uma conversa privada e combinar horários de coleta e entrega.Apesar de ser cômodo, esse método não garante a credibilidade dos motoristas, pois não há verificação de documentação dos integrantes do grupo. Por isso, vale cuidado na hora de contratar um motorista autônomo pelo Whatsapp.

#2 Grupos de Facebook

O Facebook é a maior rede social do Brasil, como 127 milhões de usuários no país. É um número maior que o Whatsapp, que conta com 120 milhões de usuários no Brasil. No Facebook existem grupos de fretes em todo o país nas quais você pode anunciar uma carga para um caminhoneiro autônomo. Confira uma lista de algumas abaixo:

Para entrar nos grupos, clique no botão "participar do grupo +" e aguarde autorização de algum administrador. Isso pode demorar de horas até dias dependendo da movimentação do grupo. Assim que você estiver no grupo, basta fazer uma publicação com os detalhes da sua carga. Vale lembrar que alguns grupos possuem regras para postagem que você precisa seguir para não ter sua publicação excluída.

#3 Ligações telefônicas

Ligar pelo telefone é a forma mais popular para encontrar motoristas no Brasil. Em transportadoras de longa data, gestores têm planilhas com telefones de motoristas conforme tipo do veículo, carroceria e região de atuação. Esse método é ineficiente, pois você precisa ligar número por número até encontrar um motorista disponível. Além disso, é normal que o motorista não atenda ou não esteja livre imediatamente para fazer a coleta da carga.

#4 Postos de combustível

É normal que um motorista passe alguns dias em um posto de combustível descansando e aguardando o próximo frete. É por isso, que alguns operadores logísticos fazem anúncios de carga no posto por meio de cartazes, banners ou folhas fixadas em uma parede. Esse método tem alguns pontos negativos: a empresa não consegue verificar a documentação do motorista e atestar sua credibilidade. O mesmo vale para o caminhoneiro, que ao ver um anúncio em uma parede fica na dúvida se vai ser pago em dia ou se tem risco de golpe.

#5 Agências de fretes

As agências de fretes são empresas que fazem a ponte entre o transportador/ embarcador e o motorista. Quando você contrata um agenciador, o objetivo dela é buscar em seu banco de cadastros o motorista mais compatível para o frete e que atenda suas demandas de prazo.Por esse serviço de busca pelo motorista, a agência cobra um percentual sobre o valor do frete negociado.

#6 Plataforma online de fretes e cargas

Com uma plataforma online, basta você anunciar uma carga que o serviço busca o motorista mais adequado conforme uma série de fatores: modelo de caminhão, tipo de carroceria, perfil e localização do motorista.

Assim, você economiza tempo já que basta anunciar sua carga que o software irá buscar o transportador mais compatível rapidamente. Saiba como funciona o Fretefy, uma plataforma “uber de cargas” que inclui monitoramento em tempo real!

Descubra mais detalhes sobre como contratar caminhoneiros autônomos

O que é a Tabela de Frete?

A tabela de frete foi uma demanda para encerrar a greve dos caminhoneiros em 2018, que paralisou o país durante 10 dias. O governo da época era do Michel Temer, que atendeu o pedido com a publicação da resolução nº 5.820.

Nessa resolução foi estabelecida a tabela com pisos mínimos de fretes para 5 categorias de carga, que são:

  1. Carga Geral
  2. Carga Granel
  3. Carga Neogranel
  4. Carga Frigorificada
  5. Carga Perigosa

Desde a publicação da tabela em 30 de maio de 2018, houve 11 alterações no teor do texto. No dia 24 de abril de 2019, foi anunciada um ajuste de 4,13% nos valores da tabela devido à oscilação no valor do diesel. A lei estabelece atualização da tabela cada vez que o combustível aumentar mais que 10%.

Confira os valores atualizados da tabela e mais detalhes em Entenda tudo sobre a Tabela de Frete da ANTT (atualizado 2019)

Como fazer a cotação do frete rodoviário?

Existem diversos fatores que devem ser considerados na hora de cotar o frete para uma carga. A cotação é um processo complexo e requer conhecimento da parte do gestor logístico para evitar erros de cálculo e sair no prejuízo.

Confira abaixo 7 fatores que não podem faltar na sua cotação:

#1 Tabela de Frete

A tabela de frete é uma lei e deve ser respeitada em qualquer cotação de frete. Descumprimento resulta em multas graves: até R$ 10,5 mil para o contratante e R$ 550 para o caminhoneiro que aceitar frete abaixo do piso.

Na tabela, o valor é aplicado por quilômetro rodado e com precificação diferente por categoria de carga.

Veja três exemplos:

  • Caminhão de 3 eixos, 400 KM rodados, Carga Geral (com frete retorno garantido) = R$ 1.332,00
  • Caminhão de 5 eixos, 200 KM rodados, Carga Neogranel (sem frete retorno) = R$ 1.980,00
  • Caminhão de 8 eixos, 900 KM rodados, Carga Perigosa (sem frete retorno) = R$ 8.928,00

Esses são os valores mínimos a serem pagos por lei para o motorista. Ou seja, se você contrata um caminhão 3 eixos para carregar uma Carga Geral por 400 Km você tem que pagar no mínimo R$ 1322,00 para não correr risco de multa!

#2 Peso Bruto x Peso Cubado

O peso da carga é um dos principais fatores de uma cotação de frete. Para chegar a um orçamento existem duas maneiras:

  1. Peso bruto: o peso em toneladas da carga
  2. Peso cubado: o volume que a carga ocupa no caminhão

Na hora de fazer a cotação, adota-se o tipo de peso que resultar no maior valor. Isso evita que o transportador fique no prejuízo ao transportar cargas leves, mas volumosas, como é o caso do papel higiênico.

O “peso bruto” também é mais justo na hora de medir cargas como minérios, que ocupam pouco volume, mas tem um peso considerável.

#3 Frete CIF ou FOB

CIF e FOB dizem respeito à forma como será feita a cobrança sobre os riscos do frete.

  • Frete CIF: CIF significa em inglês “Cost, Insurance and Freight” (Custo, Seguro e Frete). Nessa modalidade, quem fica responsável por pagar a gerenciadora de riscos e a seguradora é o fornecedor.
  • Frete FOB: FOB em inglês significa “Free On Board” (Livre a Bordo). Nesse tipo de frete, o comprador paga pela gerenciadora de riscos e a seguradora.

#4 Nota Fiscal

Quando o frete tem um valor agregado alto, a transportadora costuma cobrar um valor adicional devido à necessidade de uma cobertura maior da seguradora. Caso a carga seja tão valiosa a ponto de requerer uma escolta armada, o valor do frete também terá um adicional para custear esse serviço de segurança.

#5 Gerenciadora de riscos

O objetivo de uma gerenciadora de riscos é prevenir ocorrências à carga durante o trajeto do frete: avarias, extravio, roubo… Esse planejamento tem um custo para a gerenciadora de risco, que costuma cobrar duas taxas do contratante do frete:

  • GRIS: taxa proporcional ao valor da nota fiscal, que visa cobrir o orçamento necessário para prevenir o furto da carga
  • Ad valorem: é uma taxa para cobrir a carga enquanto o caminhão está parado como, por exemplo, enquanto o motorista dorme em um posto de gasolina

#6 Vale pedágio

O contratante do frete precisa pagar por lei o vale pedágio ao caminhoneiro autônomo. Antes da aprovação da lei, o motorista tinha o valor do vale pedágio “embutido” no frete. Assim, era normal que saísse no prejuízo, pois o valor era estimado.

Para o contratante, o vale-pedágio também é benéfico, pois obriga o motorista a seguir uma rota pré-definida já que o vale é referente à valores específicos de pedágio. Uma rota definida facilita o monitoramento logístico e evita roubo de cargas.

#7 Taxas

Existem diversas taxas que um contratante de frete deve pagar para um transportador. Segue abaixo as principais:

  • Taxa de coleta e entrega: é um valor cobrado pelo transportador pelo serviço de buscar a mercadoria e por entregá-lo depois
  • Taxa de restrição do trânsito (TRT): cobrado quando a carga precisa ser entregue em uma região com restrição de caminhões grandes, como a capital São Paulo
  • Taxa de dificuldade de entrega: valor que o contratante paga quando a carga deve ser entregue em uma região arriscada, como por exemplo em uma estrada de terra propensa a enchentes
  • Taxa de agendamento: diversas transportadoras cobram essa taxa quando o embarcador marca horário específico para coleta da carga
  • Frete mínimo: quando a entrega é feita em uma distância curta ou o peso da carga é pequeno, cobra-se o valor “frete mínimo” para evitar prejuízo ao transportador

Aprenda mais em Como fazer a Cotação do Frete Rodoviário

Como controlar a sua frota: 4 métodos de monitoramento logístico

Na hora de monitorar os fretes em andamento, existem diversos métodos para saber a situação da carga e realizar estimativas de entrega para seus clientes.

Do tradicional telefonema até os aperfeiçoados softwares de monitoramento logístico, confira abaixo em detalhes 4 métodos de controle de frota!

#1 WhatsApp

Esse aplicativo permite enviar mensagens, fotos, vídeos e áudios em grupos e usuários pelo seu celular. Mais de 120 milhões de brasileiros usam a ferramenta, o que torna o WhatsApp atraente para um gestor logístico: afinal, praticamente todo motorista usa.

Embora seja fácil usar, o WhatsApp tem seus pontos negativos: pode ser uma distração para seus motoristas, pois além de mensagens de trabalho vão visualizar assuntos particulares de amigos e família. Além disso, usar o WhatsApp enquanto um motorista dirige é ilegal e perigoso.

#2 Planejar rotas e paradas

Estabelecer uma rota é uma das melhores formas de controlar uma frota. Afinal, ao saber exatamente por onde o caminhão vai circular, é mais fácil realizar estimativas de entrega e determinar paradas para descanso.

Uma rota planejada, inclusive, traz economia de custos, pois você pode determinar para o motorista parar nos postos que têm convênio para abastecer e dormir onde cobram taxas menores.

Entretanto, planejar rotas requer tempo do gestor logístico para determinar o trajeto do motorista. Claro que um software de roteirização economiza tempo, mas você terá que desembolsar por esse aumento de performance.

#3 Combinar horários para ligação

Desde que o celular se popularizou há 10 anos esse método se tornou popular no ramo logístico. É o mais direto ao ponto: você liga para o motorista e pergunta como está a entrega.

Antes mesmo do celular o orelhão já permitia esse monitoramento. Bastava o motorista ligar para o gestor assim que chegava numa parada para relatar onde estava no trajeto.

Embora esse método seja altamente popular por ser simples e barato, o “combinar horário” para ligação tem vários contratempos. O primeiro é que a ligação cai no esquecimento. No agito do dia a dia, você esquece de ligar na hora marcada e vai ligar só quando o cliente já estiver no teu pé cobrando. Isso também acontece se você depende da ligação por orelhão do motorista.

O segundo é que o celular do motorista pode ficar sem bateria e você não conseguirá ligar para ele na hora marcada. Fora isso, se por acaso o motorista estiver atrasado e está ainda dirigindo bem no horário que marcou ele corre o risco de cometer uma infração de trânsito.

#4 Plataforma online de gestão logística

Na última vanguarda das inovações tecnológicas da logística, estão as plataformas 100% online de gerenciamento. Elas operam direto do navegador, não precisam de instalação e permitem integração com outros programas como o ERP para concentrar em uma única tela tudo que precisa.

Essas plataformas oferecem um mapa com monitoramento em tempo real de toda sua frota. Você consegue ver na hora exatamente onde cada caminhão está e ainda confere todas as informações do veículo e da carga.

Ainda existem as plataformas que oferecem tudo isso junto com uma funcionalidade “uber de cargas”, que encontra rapidamente um motorista compatível com sua carga. Nessa “conexão”, são levados em conta a aderência da sua carga com o motorista conforme o perfil, modelo do caminhão e carroceria.

Descubra o Fretefy, uma plataforma de monitoramento logístico com motoristas pré-selecionados para suas cargas.

Saiba mais desse assunto em Controle de frota: 4 métodos para monitorar suas operações logísticas.