Tecnologia em Logística

Quais serão as 10 mega tendências da 4ª Revolução Industrial?

Klaus Schwab em sua obra A Quarta Revolução Industrial aponta 10 “mega tendências” tecnológicas que vão influenciar a 4ª fase da revolução industrial (também chamada de Revolução 4.0 ou Indústria 4.0).

“Mega tendências” é o termo escolhido pelo autor para descrever as inovações tecnológicas que vão afetar drasticamente o cenário socioeconômico no futuro quando forem popularizadas.

As tendências foram escolhidas considerando uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial.

Segue a lista das 10 mega tendências de acordo com Schwab abaixo:

Mega tendências físicas

As mega tendências físicas são tecnologias que criam objetos tangíveis:

1) Veículos autônomos

Quando sensores e a inteligência artificial se tornarem mais baratos e aperfeiçoados, veículos autônomos como carros, caminhões, drones, aviões e navios serão amplamente utilizados.

Schwab acredita que faltam “alguns anos” para que drones e submersíveis sejam acessíveis a um baixo custo no mercado.

Drones poderão ser usados para cumprir tarefas como inspeção de fios elétricos ou entrega de bens em zonas de guerra.

Já na agricultura, os drones poderão regar plantas com água e usar fertilizantes com mais eficiência.

2) Impressão 3D

No futuro, a impressão 3D vai se tornar mais barata e assim, a tendência é uma mudança da fabricação de bens “de massa” para bens “personalizados”.

A personalização poderá ser utilizada para criar sapatos e roupas sob medida com um baixo custo.

3) Robótica Avançada

Até o presente momento, robôs são usados somente para tarefas altamente específicas após uma série de programações.

Por isso, são usados em indústrias como a automotiva, na qual é possível programar robôs para executar tarefas específicas em uma linha de montagem.

Mas, com a progressão da robótica, a tecnologia será usada no cotidiano para facilitar uma série de tarefas para a humanidade.

Os robôs estão se tornando mais adaptáveis e flexíveis, com design inspirado na biologia (biomimética).

Assim, os robôs estão se tornando mais responsivos aos ambientes que habitam e isso pode torná-los úteis para realizar tarefas domésticas, além de interagirem pela nuvem com outros robôs para compartilhar informações.

4) Novos materiais

No futuro, pode vir a tona os smart materials (materiais inteligentes) que possuem propriedades autolimpantes ou auto restauradores.

Alguns exemplos são metais que revertem ao seu formato original após serem dobrados e cerâmicas que convertem pressão em energia.

Um novo material que pode impactar a indústria é o grafeno, que é 200 vezes mais forte que o aço e um condutor eficiente de calor e eletricidade.

Inclusive, a Samsung planeja lançar em 2020 um celular com bateria de grafeno, que carrega em apenas 12 minutos.

O desenvolvimento de plásticos thermoset pode reduzir a quantidade de lixo eletrônico no futuro, pois substitui diversas peças não recicláveis atuais em celulares, circuitos e em aviões.

Mega tendências digitais

Ao contrário das mega tendências físicas, todas as digitais já existem atualmente. Schwab apenas aponta que essas tecnologias se tornarão mais baratas e omnipresentes no futuro.

5) Internet das Coisas (Internet of Things, IoT)

A Internet das Coisas promete criar uma ponte entre o “mundo físico” e o “mundo digital”, ao aplicar sensores e chips em objetos do cotidiano.

Com isso, todos os setores socioeconômicos seriam afetados, desde a indústria com a manufatura smart -  até a vida doméstica com os smart homes.

A estimativa é do número de smartphones aumentar no futuro para mais de um trilhão de dispositivos ao redor do mundo. Com tantos smartphones, seria possível conectá-los aos objetos por meio da internet das coisas para monitorar processos minuciosamente.

Seria possível no futuro “digitalizar” cidades, casas, redes de energia elétrica, cadeias de suprimento e até roupas.

Na logística, a internet das coisas poderá ser usado para taguear cargas com sensores e assim monitorar diversos fatores: localização, temperatura, origem e destino da carga, tipo da carga.

O acompanhamento da temperatura pode ser ideal para indústrias alimentícias, onde a oscilação de temperatura pode estragar alimentos.

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6) Tecnologia Blockchain

O Blockchain é um protocolo de verificação, que utiliza uma rede de computadores para verificar transações. Assim, um pagamento pode ser aprovado sem a necessidade de um banco (entidade verificador) para confirmar sua veracidade.

Além disso, ele fica protegido contra hackers, pois um registro no blockchain só pode ser alterado se toda a rede de computadores aprová-lo. Assim em teoria, o hacker teria que sobrecarregar uma rede inteira de computadores em vez de apenas um servidor como ocorre hoje.

O Blockchain foi criado como um protocolo para a criptomoeda Bitcoin, mas hoje já é usada em diversas aplicações: desde verificação de documentação de propriedade privada até na indústria da pesca para registrar quando e como um peixe foi pescado.

No futuro, o Schwab acredita que o Blockchain será mais amplamente usado por diversos setores da sociedade.

Essa tecnologia promete descentralizar a verificação de pagamento e de documentos, podendo em algumas instâncias a própria comunidade gerenciar essas transações.

7) “Modelo Uber” e economia on-demand

Essa mega tendência já é uma realidade hoje em sociedades contemporâneas industrializadas, mas Schwab acredita que o modelo tende a se proliferar para diversas instâncias da vida.

Lavanderia, tarefas domésticas, estacionamento de veículos, moradia a longo-prazo, viagens distantes e mais.

Essas plataformas permitem a economia on-demand, na qual a oferta do produto é disponibilizado no momento exato da demanda pelo consumidor.

Os aplicativos para entrega de alimentos são um dos maiores exemplos disso - a comida é preparada no restaurante assim que o pedido é feito pelo celular do cliente.

O Modelo Uber cria plataformas que equivalem oferta e demanda de forma acessível e barata. Consumidores podem acessar bens diversos e avaliá-los para fomentar confiança na plataforma.

Já bens subutilizados tornam-se comercializáveis e pessoas que jamais foram fornecedoras podem lucrar com apenas um assento vago em seu carro ou um quarto nasua casa.

A tendência é da criação de empresas que não possuem bens. O Uber por exemplo é a maior empresa de “taxis” do mundo, mas não possui nenhum veículo. Já o Facebook é a maior empresa de mídia do mundo, mas ao contrário de emissoras tradicionais, não é o principal alimentador de mídia na plataforma.

Mega tendências biológicas

Todas as mega tendências biológicas serão possíveis (tecnicamente) no futuro segundo Schwab. Mas o autor aponta que a engenharia genética implica em condições éticas que podem levar a debates sobre o uso das biotecnologias na sociedade.

8) Biologia Sintética

A biologia sintética permite criar organismos customizados por meio de modificações em código DNA. Embora a engenharia genética esteja presente desde os anos 80, avanços recentes como o método CRISPR/Cas9 são mais eficientes e específicos. Além disso, ocorrem menos erros de sequenciamento genético.

Os avanços na biologia sintética permitirão avanços na medicina, como a personalização do tratamento. Na hora de tratar o câncer, um computador pode ler o código genético de um paciente e recomendar o tratamento mais eficiente.

Além disso, poderá ser aplicado na agricultura, modificando o código genético de animais para que se alimentem com uma dieta mais barata ou vivam em condições de adversidade. Também é possível criar lavouras resistentes à temperaturas altas e à falta de água.

9) Bioprinting

A combinação da engenharia genética com a impressão 3D permitirá o bioprinting - a impressão de tecidos vivos para cirurgias. Essa tecnologia poderá ser usada para imprimir tecidos de pele, osso, coração e de fígado. Com a posterior evolução de tecnologia, poderá ser possível imprimir órgãos para transplante.

10) Designer Babies

Com a edição genética de embriões humanos, será possível a chegada dos designer babies - bebês feitos sob design genético.Isso pode ser usado tanto para impedir uma doença assim como alterar a aparência do bebê, como cor da pele, altura e gênero.

Schwab afirma que os designer babies serão um “desafio ético, psicológico, social e médico” considerável no futuro. Ele aponta que a sociedade terá que em conjunto debater o uso da engenharia genética em bebês e tentar chegar num consenso.